ribeira de seiça

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Couto de Seiça


A propriedade eclesiástica tinha por regra o estatuto de Couto – era isenta e imune aos direitos jurisdicionais e fiscais gerais, atraindo gente mediante contratos. Assim temos os coutos de Lavos, Seiça e Louriçal.

O Couto de Seiça

O Couto de Seiça aparece logo a seguir à fundação do Mosteiro de Seiça por diplomas datados de 1175 e 1195.
Em 1175 D. Afonso Henriques couta as matas que envolvem o Mosteiro, desde o sítio do Outeiro, pelo Copeiro, Paião, Vale Vendeiro e Casal Verde, passando pela Telhada e Calvete.

Estas terras são atravessadas pela Ribeira de Seiça que era navegável até a Ribeira de Carnide e por esta até ao rio Mondego.

Era também navegável até à Marinha das Ondas, donde provinha a pedra e outros materiais que se empregaram na construção do Mosteiro de Seiça.

No ano de 1195 D. Sancho I alargou os limites do Couto e entregou-o aos frades de Alcobaça.

A arquitectura das igrejas e capelas templárias seguem o modelo de Cister, algumas apresentam uma planta octogonal, como a Charola do Convento de Cristo em Tomar, réplica do templo de Salomão na cidade de Jerusalém ou da rotunda do Templo em Paris.

Em 1348 a “peste negra” dizima parte da população e no Convento de Seiça terão morrido 150 religiosos.

Compreende-se assim a importância destes Coutos no desenvolvimento do nosso País e como é obrigação continuar a preservar o nosso património ou o que resta dele…...

Bibliografia “Templários de Eduardo Amarante” e “Figueira da Foz memória, conhecimento e inovação Réstia Editores”


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